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Claudio Blanc - Sempre fui fascinado por histórias, a ponto de me tornar um colecionador delas. Penso como o escritor norte-americano Paul Auster, que disse que as pessoas precisam de histórias tanto quanto necessitam de ar e de alimento. Elas nos mostram caminhos, transportam nossa mente no tempo, criam emoções, informam, fascinam e nos tornam mais sábios. As histórias, de certa forma, aproximam-nos da magia. E, por gostar tanto de histórias, tornei-me escritor, jornalista, tradutor e editor. Assim, elas se tornaram o objeto e o objetivo do meu trabalho. Por meio das histórias, desperto a memória dos mortos, visito eras passadas, viajo para países e mundos exóticos, conheço usos e costumes, modos e maneiras de todos os homens e mulheres que já viveram neste planeta e converso, por meio de texto, com as mentes mais brilhantes, vivas ou finadas. Porque é isso que acontece com qualquer um que lê, ouve ou reconta uma história: uma verdadeira mágica. Um dos gêneros de que mais gosto são os contos de fantasmas de todas as épocas e povos, sejam folclóricos ou literários. Sempre impressionantes, eles nos mostram um aspecto crucial da nossa condição humana: a certeza da morte e a especulação do que virá depois ou se haverá depois. E estas são minhas histórias de fantasmas preferidas, as que julgo mais intrigantes, inspiradoras, um tanto aterrorizantes e por que não? divertidas. E, como os fantasmas trazem antiguidade, evocam outras épocas, falam de tempos passados, escolhi uma palavra antiga para dar nome a esta antologia: Avantesmas, que significa fantasmas , em português arcaico. Dessa forma, ressuscito, junto com os fantasmas, também uma palavra morta. Uma palavra estranha com a qual quero fazer você lembrar que, provavelmente, há alguém mais lendo estas histórias por cima de seus ombros. Alguém que você pode não estar vendo, nem sentindo, ou, sequer, percebendo.
Vito Quitans - Cresci entre lápis, canetas, papéis e fascículos de antigos livros de desenho do meu pai, e foram esses os meus primeiros professores. Na companhia dos rabiscos, tornar-me ilustrador foi quase um caminho natural. Na escola, as caricaturas de colegas e professores foram minha primeira moeda de troca, além de uma forma de socialização. Além dos estudos em artes visuais, outra grande paixão me levou a estudar violão clássico e composição musical. Fiz trilhas sonoras para curtas-metragens e ganhei prêmios como compositor, mas a vocação para os desenhos falou mais alto, fazendo-me voltar para os borrões e deixar a música como uma amiga que me visita de vez em quando. Nasci em Campina Grande/PB em 1987. Hoje resido em Belo Horizonte/MG. Em 2011, graduei-me em Arte e Mídia pela Universidade Federal de Campina Grande. Lecionei Desenho à Mão Livre na Fundação Universitária do Nordeste (2014-2015) e Técnicas de Animação da Faculdade Cesrei (2016). Atualmente, divido-me entre as atividades autônomas de Ilustração e as de sócio e diretor de arte nos projetos do estúdio de jogos Narsvera.
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