A TENTAÇÃO DE NÃO AMAR QUEM DISCORDA DAS MINHAS OPINIÕES POLÍTICAS
Os evangélicos aprendem cedo sobre a unidade em meio à diversidade. E poderiam dar exemplo de como lidar com as diferenças políticas e de opinião. No entanto, a fragmentação da igreja e o comportamento dos evangélicos nos últimos anos são pouco recomendáveis.
Poderíamos, então, perguntar:
- Existe uma ética mínima para o engajamento político cristão?
- De quais princípios comuns os evangélicos não devem abrir mão ao lidar com as discordâncias políticas?
- Os cristãos evangélicos devem defender a democracia?
- E como lidar com a tentação de não amar quem discorda das minhas opiniões?
É disso que trata EVANGÉLICOS E DEMOCRACIA BRASILEIRA - Fé, ética e liberdade de expressão em uma sociedade pluralista. Nele, o conhecido teólogo e sociólogo Paul Freston mostra a relação entre a ética cristã e a democracia, como também a diversidade política evangélica e as inevitáveis diferenças teológicas no exercício do discipulado cristão no espaço público.
NÃO SE TRATA DE DIFERENCIAR ENTRE ESQUERDA E DIREITA. Ambas, democráticas ou antidemocráticas, sempre existiram. Para os dois lados, Jesus é um modelo de recato político - ao lidar com a popularidade e com a injustiça, com a religião e com o Estado, com os de dentro (seus discípulos) e com os de fora.
Enfim, direita e esquerda sempre existiram e a politização da fé é desastrosa e idólatra. Aliás, os cristãos devem lembrar que as suas opiniões políticas pertencem à esfera do relativo e não do absoluto, e nunca devem ser colocadas no mesmo patamar das crenças fundamentais da fé.
EVANGÉLICOS E DEMOCRACIA BRASILEIRA é uma leitura obrigatória para entender melhor as questões que envolvem religião e política e igreja e estado.