O volume final é um elegíaco canto à impermanência. O esplendor dos Jia esvai-se entre dívidas, exílios e mortes, enquanto Pao-yü percorre o caminho da renúncia e do despertar espiritual.
As vozes que outrora enchiam o jardim calam-se uma a uma; o riso juvenil converte-se em eco longínquo. Cao Xueqin encerra o seu épico com uma serenidade quase budista, onde o sofrimento se torna via de iluminação.
A queda da família reflete a transitoriedade de todas as coisas humanas - e o sonho, enfim, dissolve-se no vento.