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Sillas, marinheiro de primeira viagem na poesia, traz seu livro de estreia recheado de parafernálias mentais, há tempos acorrentadas em sua mente gritante. Mendigando por organização e na busca pela repetição de padrões, ele cria grandes e pequenos textos encaixotados em arquibancadas quase musicais, onde uma linha puxa a sombra e o eco da outra, revelando seu desdém, seu sarcasmo e sua crítica, inda que jocosamente disfarçando tudo com metáforas, aforismos e diversidade vocabular. Formado em ilustração, professor de inglês e de desenho acadêmico, designer, escritor, ilustrador, quadrinista e criador de conteúdo, Sillas engaveta a porosa superfície do Canson neste momento, para se jogar sem paraquedas no mundo sonhador da escrita. Caminhante (nem sempre por opção) das escolas humanistas, este sagitariano nadou entre neófitos ilustradores, assistiu (de camarote) aos saraus underground e até dividiu cervejas (muitos goles) com escritores atuais. Fã de Leminski, HQs, cinema, rock e Bach, ama também jardinagem, vinho, animais e boas histórias. Um novo morcego, a espiar os contos do cotidiano. Hora anotando rascunhos, hora seivando coas presas.
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